No Marketing Digital pense em pessoas, que buscam Informação, Diversão e Relacionamento.
Artigo de Cláudio Torres, consultor em marketing digital e mídias sociais, autor do livro A Bíblia do Marketing Digital, publicado originalmente em 11-11-2009
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Quando falamos em marketing digital, temos que nos concentrar primeiro no nosso público-alvo, nosso cliente, nosso consumidor. Sem entender sua mente, não há como criar uma campanha ou um planejamento que funcione. O marketing serve para comunicar nossos produtos e serviços para o consumidor, não para a empresa. Parece óbvio mas muitas empresas criam campanhas que parecem servir somente para agradar os donos do negócio, ou para concorrer a prêmios em Cannes.
No capítulo 1 do meu livro “A Bíblia do Marketing Digital“, falo sobre o consumidor online, seu perfil e seu comportamento. Uma das questões que levanto, é a afirmação que : “O consumidor, quando está conectado à Internet, tem basicamente três desejos, três necessidades, que são como um farol-guia e nos ajudam a entender seu comportamento. Essas três necessidades, criadas e satisfeitas pelo próprio consumidor, são: informação, diversão e relacionamento.”
Recentemente a E-Life e a Press Porter Novell publicaram uma pesquisa sobre comportamento do consumidor on-line que reforça esta minha afirmação ao dizer que “Os principais motivos que levam os usuários a acessar essas ferramentas e as torna as mais usadas na rede são: manter-se atualizado (Twitter), manter-se próximo à sua rede social (Orkut), busca por passatempo e informações sobre lazer e entretenimento (YouTube) e divulgar o próprio conteúdo e busca de informações e notícias (blogs).”
Tenho visto este resultado em muitas pesquisas publicadas recentemente, e acho essencial o entendimento destas três necessidades do consumidor on-line para a elaboração do planejamento de marketing digital ou para a definição de ações em campanhas de publicidade on-line.
O que vim fazer aqui
Em primeiro lugar, pense que, como acontece com o cinema em relação à televisão, o consumidor não está na Internet para fazer “a mesma coisa” que fazia em outra mídia. Lógico que ele pode também assistir a um programa de televisão ou ler um jornal por meio de seu navegador, mas mesmo assim ele está em outro ambiente, como acontece quando vamos ao cinema e nos comportamos de modo diferente de quando estamos assistindo ao mesmo filme na televisão.
Em segundo lugar, é necessário lembrar o que o consumidor está fazendo conectado junto a seu computador. Como já vimos, o consumidor moldou a Internet para atender a seus interesses. Basicamente, o consumidor criou um novo ambiente, que supre as deficiências e lacunas de outros meios.
O consumidor, quando está conectado à Internet, tem basicamente três desejos, três necessidades, que são como um farol-guia e nos ajudam a entender seu comportamento. Essas três necessidades são: informação, diversão e relacionamento.
O consumidor busca informação
Na busca por informação, o consumidor sabe, por experiência, que a Internet é uma grande fonte de informações, e que as ferramentas de busca são a porta de entrada para encontrá-las. Assim, toda vez que necessita de uma informação, o consumidor elabora uma pergunta, na forma de um conjunto de palavras, e por meio de uma ferramenta de busca faz a pesquisa e utiliza os resultados para se informar e instruir.
Com o tempo essa busca leva ao reconhecimento de lugares úteis, que transcendem as ferramentas de busca e que atendem a interesses específicos. É o caso da Wikipedia, uma grande enciclopédia colaborativa, com uma infinidade de verbetes em diversos idiomas. Outro exemplo é o Babylon, uma ferramenta de tradução muito utilizada, que possibilita a tradução de conteúdo de vários idiomas, por meio de palavras ou frase inteiras.
Esses ambientes criam fãs e, com o tempo, um grande volume de consumidores associa o site a um nicho de informação específica, como: Wikipedia = Enciclopédia e Babylon = Dicionário.
O consumidor quer diversão
Na busca por diversão, o consumidor busca jogos on-line, sites de piadas e charges, sites de vídeos e animações, além de dezenas de outras opções de diversão on-line. No tema diversão, o boca-a-boca parece ser o meio mais eficiente de divulgação, e a qualidade do ambiente criado, um fator fundamental para a fidelidade dos consumidores.
Sites como o charges.com.br, o www.ojogos.com.br, Club Penguin e uma infinidade de jogos de diferentes estilos criam verdadeiras tribos de fãs. A diversão é, sem dúvida, um dos pilares que sustenta a entrada de novos usuários na Internet.
O consumidor estabelece relacionamentos
Na busca por relacionamento, o consumidor busca dois tipos de atividades: a comunicação instantânea e as redes sociais. O MSN e o Orkut são, no Brasil, os exemplos mais claros e amplamente utilizados dessas duas modalidades.
A comunicação instantânea é um fenômeno muito forte, em especial nas novas gerações, que utilizam o MSN, o Skype e o Google Talk como as gerações anteriores usavam o telefone. O e-mail perde cada vez mais espaço, e as funcionalidades integradas, como e-mail, mensagens instantâneas, vídeo e voz, representam uma tendência consolidada.
As redes sociais consistem em um fenômeno e, junto com os blogs e outros sites colaborativos, criam as chamadas mídias sociais. Elas integram perfis e comunidades, criando para o consumidor uma agradável sensação de proximidade com todos. Formam um fenômeno em constante ascensão e, por serem colaborativas em essência, estão em constante transformação.
Pense primeiro no consumidor, depois no marketing digital
Como disse, parece óbvio, mas as empresas não tem agido assim. Seja qual for sua estratégia de marketing digital, entenda primeiro o consumidor, pense nas pessoas, e depois defina as estratégias ou ações. Antes de criar qualquer ação se pergunte : “Qual o perfil do meu público-alvo?”. Se você não tem esta resposta na ponta da lingua, pesquise, se informe, trabalhe até conseguir entender claramente quem é o seu cliente on-line.
Coach Digital
Cursos online de Marketing Digital
Artigo de Cláudio Torres, Palestrante, Consultor em marketing digital e mídias sociais, e autor do livro A Bíblia do Marketing Digital.
Você pode ler, copiar, divulgar, distribuir, postar no seu blog, em parte ou na integra, desde que não se esqueça de citar o autor (Cláudio Torres) e colocar o link para o artigo original.
Entenda o Marketing Digital e conheça as sete estratégias do marketing digital (Marketing de Conteúdo, Marketing nas Mídias Sociais, E-mail Marketing, Marketing Viral, Publicidade on-line, Pesquisa na Internet, e Monitoramento) lendo o livro A Bíblia do Marketing Digital.












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Excelente! Tem tudo haver com estratégias de SEO, pois sempre insisto nos meus cursos e palestras que as pessoas buscam primeiro informações antes de contratar ou comprar um serviço/produto.
Ou seja, conteúdo de qualidade, relevante e exclusivo valem ouro para conquistar backlinks e relevância no Google.
Parabéns!
Marcio Okabe
Ola, adorei a entrevista e já divulguei para minha turma de pós graduação em mídias digitais e interativas no Senac, estamos tento aula de Marketing Digital com o Tony Coelho e o assunto me interessa muito.
Adorei as dicas.
Abraço
Oi Cláudio,
Interessante a sua afirmação sobre as três necessidades básicas que norteiam o comportamento do consumidor na internet. Eu não havia pensado sobre isso ainda e confesso que colocou uma pulga atrás da minha orelha.
Creio que, e sei que não posso generalizar este conceito ainda, há um quarto fator motivacional, que o da compra. Não creio que seja busca por informação, é mais certeiro e exato. Relacionamento é muito volátil para caber este motivo. Diversão, não obstante haver pessoas que se divertem comprando, não é da maioria fazer compra na internet porque é divertido. Por conta disso, acredito que na lista podemos adicionar a compra.
Percebo alguns outros pontos em seu post que me lembram as teorias de posicionamento e RP de Al Ries e sua esposa. De qualquer forma sou totalmente adepto a elas.
Thiago Ricieri
Adorei!
Este texto completa muito bem seu outro artigo onde você disse que as empresas tem que parar de tentar vender.
Realmente queremos informação de qualidade, eu por exemplo só busco uma empresa se já tenho feedbacks sobre ela, seja de algum amigo, seja de um desconhecido na internet.
Realmente as empresas tem que aprender como agir no mundo digital.
Thiago,
Muito boa sua colocação. Sempre me perguntam isso em meus seminários. Acredite. Estas são as três necessidades básicas do consumidor.
Mas como você diz : “E a compra ?” Primeiro leia o artigo “As empresas tem que parar de tentar vender” onde explico melhor a questão da intenção de compra.
Compra não e uma necessidade básica do consumidor on-line. Não, não é, acredite. O consumidor on-line compra como consequencia primeiro da informação e depois do relacionamento, e vice-versa. Exemplo : Você compra meu livro porque alguém indicou ( relacionamento ), ou porquê você leu uma resenha bacanaelogiando ele ( informação ), mas você compra on-line porquê alguêm te disse ( relacionamento ) que há um desconto em uma loja virtual, ou porquê enquanto você lê meu artigo ( informação ) cliqua no link na barra lateral direita.
Eu tenho afirmado isso : A compra é consequencia, não necessidade. Por isso que eu afirmo no artigo que te citei que “As empresas tem que parar de tentar vender, e investir em criar uma legião de fãs, e deixar o consumidor comprar.”
Abs,
Claudio Torres